
Sou a primogênita. Tive muita atenção do meu pai. Lembro-me de sempre andar de mãos dadas com ele pelas ruas de Esmeraldas, da Caio Martins em 1948, 1949, 1950 a 1959, pouco antes de mudarmos para Brasilia. Eu não acreditava muita nesta capital e muito menos de ter de deixar minha terra Belo Horizonte, onde nasci e estudei no Colégio Batista, no Colégio Santa Maria, no grupo Cristiano Machado e no Instituto de Educação estudando para ser professora.

Também tinha um namorado formado em Direito que morava em Ouro Preto - o Paulo Dionisio de Vasconcelos. Conheci o Paulo na Avenida Afonso Pena em frente uma loteria em frente o pirulito da praça sete, ele vinha e eu olhei para ele e pensei -vou me casar com este moço. Ele me disse que pensou a mesma coisa.

Ele ia em direção ao bandejão e eu ia em direção as Lojas Americanas, com Norma Consuelo, filha do prefeito de Januaria. Eu ainda não tinha quinze anos. Foi tão importante este encontro que voltamos no dia seguinte na mesma hora naquela esquina e la vinha ele com braços e pernas enormes carregando um livro debaixo do braço,vindo do IAPI, onde trabalhava. Desta vez paramos quando ele veio falar comigo. Perguntou meu nome eu disse e ele disse que tinha uma irmã chamada Cristina Coeli, perguntou meu telefone e a Norma deu: 22612. A noite do bandejão com o barulho dos pratos de metal ele me deu o primeiro telefonema. Era hora do Firestone nos esportes na recem inaugurada tv Itacolomi. O som da tv, o cheiro da hora do jantar la em casa ,era hora do telefone tocar para mim.Os cinco irmãos pulando em volta de mim - ta' namorando ...ta' namorando. Mamãe não ouviu e papai não chegara da assembleia legislativa de Minas Gerais, onde era um jovem deputado estadual.


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